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Proposta de Intervenção no bairro Nova Esperança em Itabuna (BA): Mutirão da Saúde.

Equipe: Andreza Calazans, Yanndra Calazans, Gabriel Nunes e Paulo Roberto

A grande transformação do espaço se deu com a revolução capitalista que começou na Europa, onde surgiu uma nova maneira dos homens se relacionarem consigo mesmos e com o meio ambiente, trazendo reflexos negativos para o equilíbrio ambiental e foi a partir de então que se iniciou um grande processo de industrialização e urbanização surgindo assim, as cidades, que é uma forma de organização sócio espacial, que visa atender as necessidades fundamentais do homem moderno: habitar, trabalhar, circular e recrear.

No entanto, esse processo de urbanização no Brasil se intensificou de uma forma que as cidades brasileiras vêm crescendo e se desenvolvendo de uma forma desordenada acarretando uma série de problemas como por exemplo a existência de bairros afastados na cidade que geralmente sofrem com os piores problemas de infraestrutura.

A cidade de Itabuna localizada no sul da Bahia, possui aproximadamente 220 mil habitantes, abrangendo uma área territorial de mais de 400 km2 possuindo mais de 50 bairros em seu território municipal dentre eles, existe o bairro Nova Esperança (Figuras 1 e 2), local escolhido pela Universidade Federal do Sul da Bahia para análise e possível intervenção. 

O bairro é um dos mais afastados em relação ao centro da cidade possui em média dez ruas entre elas Rua Nações Unidas (Figuras 3 e 4) que foi onde o grupo 2 visitou e entrevistou seus moradores.

Falta de infraestrutura básica foi uma das queixas constantes feita pelos moradores da rua em relação ao bairro, moradores que por sinal chamou atenção dos estudantes entrevistadores por apresentarem de maneira geral uma fisionomia abatida e cansada transmitindo uma impressão de abandono e esquecimento, o que de tal forma é justificável pelo fato de morarem em uma rua esburacada, sem pavimento (Figura 3), com postes, mas sem iluminação que funcione adequadamente e ainda serem vizinhos do perigo e da violência.

Apresentação da Área de contexto

Figura 01: Localização do bairro Nova Esperança.

Figura 02: Área do bairro Nova Esperança.

Figura 03: Rua Nações Unidas.

Figura 04: Localização da rua Nações Unidas no bairro Nova Esperança.

Análise e Diagnóstico

De acordo com as informações e os dados coletados por todas as turmas, a Figura 05 revela que 81% dos domicílios não possuem conexão com internet o que leva a população do bairro à uma característica de povo sem informação levando em consideração que a internet hoje é um dos principais meios de comunicação e de divulgação de notícias, informações e conhecimentos.

O fato de a população do bairro Nova Esperança ser um povo de pouco conhecimento e informação, se consolida com os dados contidos na Figura 06 onde boa parte, mais precisamente 48% dos entrevistados relatou que ninguém no domicilio frequenta escola ou já deixou de frequentar, os outros dados coletados que diz que alguém no domicilio frequenta escolas refere-se em sua maioria aos filhos dos entrevistados.

Os dados gráficos são confirmados quando os moradores foram questionados sobre quais ações poderiam ser feitas pelos moradores para melhorar o bairro e grande parte não souberam responder ou alegaram esperar por ações que venham dos políticos.

Figura 05: Domicílios com ou sem Internet.

Figura 06: Distância aproximada das escolas utilizadas pelos moradores do domicilio.

Proposta de Intervenção

Diante dos dados e depoimentos coletados no bairro e de acordo com meios e recursos cabíveis, o grupo criou como projeto de intervenção, o “Mutirão da Saúde” que consiste em armar uma grande tenda no bairro para que os moradores possam fazer uso de serviços médicos básicos como:

*Consultas com médico clínico geral;

*Avaliação com nutricionista;

*Aferimento de P.A. (pressão arterial);

*Distribuição gratuita de alguns remédios básicos;

*Aplicação de curativos simples;

*Realização de palestras educativas;

*Distribuição de preservativos;

A ação ocorrerá uma vez ao mês e os profissionais trabalharão de maneira voluntária como da mesma forma utilizarão e fornecerão seus próprios equipamentos. Sem contar com ajuda do poder público, o projeto tenta suprir a falta de atendimento médico de qualidade na comunidade que possui um posto de saúde a aproximadamente 1km de distância conforme diz a Figura 07 no entanto, as condições são precárias e frequentemente faltam médicos e medicamentos para atender a população, o projeto não vai resolver todo o problema mas, tem uma função importante que é a divulgação para a população de medidas de prevenção e ainda faze-los entender que é importante a participação de cada um no processo de autocuidado.

Figura 07: Distância aproximada de serviços de saúde utilizado pelos moradores do domicilio.

Exemplos de tendas que serão usadas como local de atendimento

Universidade Federal do Sul da Bahia

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